terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Última Castanha

Era uma castanha que estava como as outras, pendurada num castanheiro.
Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu.
- Estou bem onde estou e não quero aventuras - dizia.
(...) Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse mais perto o que se passava?
Foi. Caiu. (...)
Lá foi a castanha rebolando pelo chão...
Infeliz com o seu destino, sem perceber o que se passava à sua volta, só quando foi apanhada por um garoto é que conseguiu ver de perto que as suas companheiras estavam a ser assadas.
Preocupada com o seu futuro, com medo de caír para o assador, começou a tremer...
O miúdo olhou para a castanha, depois para o assador... pensou... pensou... e voltou a pensar... acabando por ter pena dela.
Foi então que decidiu guardar a pobre da castanha para lembrança.
-Ufa! Foi por pouco que não fui assada!- pensou ela.
O garoto levou-a para casa e meteu-a numa gaveta do seu quarto.
A castanha, a última, só pensava nas companheiras que estavam a ser assadas.
Por mais que tentasse esquecer o que viu, não conseguia. Custava-lhe a aceitar que esse fosse o destino das castanhas.


FIM!

Erline Moreira, 5.ºL

1 comentário:

Oficina de Língua disse...

A parte de que mais gostei foi a parte por ti inventada.
A continuação tem sentido e é muito engraçada.
Adorei!

Inês